sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Aves - Comendo plantas e invertebrados

A AVE SELVAGEM QUE MAIS ABUNDA em todo o mundo é o pardal-de-bico-vermelho, que se alimenta de sementes .
Mais de 100 biliões destas aves percorrem os campos africanos e os pastos para procurar alimento, em bandos que contam milhões.
Aves como este pardal podem sobreviver em grande número, porque dependem de um alimento que é extremamente abundante.
Sementes e ervas, néctar, insectos e minhocas e muitos outros pequenos animais existem em prodigiosa quantidade e constituem o alimento da maioria das aves de todo o mundo.


Aves - AS PENAS

As penas que cobrem o corpo das aves
 são muito variadas-penugem,penas do corpo e penas das asas e da cauda.
Embora muitas delas não tenham nada a de notável,algumas são de grande beleza de forma de cor.

PENUGEM
Estas penas muito macias e filamentosas retêm uma camada de ar entre elas,oque proporciona isolamento térmico.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mamíferos - Mamíferos voadores



Muitos mamíferos conseguem pular e saltar,outros nadam e mergulham,mas só os morcegos podem voar. O grupo dos mamíferos a que os morcegos pertencem é o segundo quanto ao número de espécies. Estes variam enormemente em dimensões, desde alguns minúsculos, de asas com a envergadura de 14 cm, até às raposas-voadoras, com o corpo do tamanho do de um pequeno cão.

As asas do morcego-o único mamífero que as possui - são constituídas por finas camadas de músculos e fibras elásticas cobertas de pele. Os ossos do braço e os do segundo ao quinto dedos suportam a asa;o «polegar» (primeiro dedo) é como uma garra de que o morcego se serve para rastejar, limpar -se e, nalgumas espécies, lutar ou transportar comida.

Planadores
Os morcegos são os únicos mamíferos capazes de voar; mas outros mamíferos, como alguns marsupiais e os colugos planam no ar por meio de uma membrana mais parecida com um pára-quedas do que com uma asa.

Morcegos bebés
Agarrando-se ao abdómen peludo das mães, os jovens morcegos sugam o leite tal como os outros mamíferos.



«ver» Graças ao som
De facto,os morcegos guiam-se na escuridão,utilizando a localização pelo eco. Emitem guinchos estridentes (1)cujaa ondas sonoras se propagam,através do ar e de outros meios,chocam com os obstáculos e regressam aos ouvidos dos morcegos como ecos (2).
O morcego analisa a característica do eco e se esta for de uma presa,lança-se sobre ela (3).

Uma grande variedade focinhos
Entre os mamíferos, os morcegos têm alguns dos focinhos mais interessantes.

TRAÇAS, REBENTOS E SANGUE
A maior parte dos morcegos é insectívora, alimentando-se de traças, mosquitos,moscas etc.A raposa-voadora(aqui representada)alimenta-se de fruta,rebentos e das partes moles das plantas.O vampiro alimenta-se de sangue.


Mamíferos - Casaco de pêlos


A pelagem, os bigodes, a lã, os espinhos e até alguns chifres – todos eles feitos de pelos – são uma das principais características dos mamíferos e nomeadamente um dos factores mais importantes da sua sobrevivência. Com efeito, o pêlo tem a capacidade de reter o ar e assim proteger o corpo do animal do calor, do frio, do vento e da chuva, mantendo-o isolado do meio circundante. Os pêlos crescem a partir de minúsculas cavidades da pele chamadas folículos. Consistem em aglomerados de células endurecidas por queratina, a mesma subsistência proteica fibrosa que confere rigidez à pele. Nem todos os mamíferos têm pêlo. Alguns, como as baleias, perderam-no ao longo da evolução.


LÃ PARA VESTIR
O pelo das ovelhas (lã) tem sido aproveitado desde há séculos. A lã de ovelha é um bom isolante absorvente e no entanto elástico aceitando bem as tintas coloridas. Mais de metade de lã mundial é produzida no hemisfério sul, três quartos é utilizada no hemisfério norte.



FOCA IMPERMEÁVEL!
A pele da foca contém muitas glândulas sebáceas (gordura) que tornam o pêlo oleoso e impermeável (debaixo do pêlo existe uma camada de gordura, como nas baleias). Povos como os Inuit (em baixo) caçam as focas por causa da carne mas também da pele utilizada no fabrico de botas e vestuário.
  
CAÇA AO ÓLEO
As baleias não têm pêlo que as isole da água fria do oceano. Esta função é desempenhada pelo óleo, uma camada de tecido gorduroso que se encontra debaixo da pele, conferindo-lhe o aerodinamismo necessário para uma boa deslocação na água. Por vezes, a camada de óleo tem 50 cm de espessura. O óleo purificado, ou «óleo de baleia», acendeu milhões de candeeiros, antigamente, e foi também utilizado em lubrificantes, sabões, cosméticos, margarinas e pinturas.



Branca como neve
A raposia-do-ártico cobre-se de um lindo casaco imaculado no Inverno, o que lhe permite confundir-se com a paisagem branca. Outras de cor azul, tomam tons acinzentados ou acastanhados no Inverno.

Pêlos em guarda
A sarigueia da América do Norte tem o pêlo liso, ao contrário do seu primo marsupial da Austrália. Os longos e claros pêlos tácteis podem ser vistos nitidamente projectando-se do fundo da superfície lanosa.

Pêlo de sarigueia
As sarigueias australianas têm pêlos encrespados ou ondulados. A sarigueia comum de cauda em forma de escova é do tamanho de um gato e vive nas árvores.

Pele de castor
Tal como muitos mamíferos, o castor tem dois tipos de pelagem.
Uma delas consiste numa densa camada de pelos curtos e castanhos, denominados «pelos lanosos».
A outra menos densa,é composta por pelos compridos e grossos, chamados«pelos tácteis».
Estes protegem e camuflam o animal enquanto os outros tem uma função isoladora e de impermeabilização. A caça aos castores do norte da América para a venda das peles tornou-se tão lucrativa que desencadeou autenticas guerras entre os caçadores para posse das propriedades.
O comercio das peles de castor contribui grandemente para o desenvolvimento económico da América do Norte, nos séculos XVIII e XIX.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Aves - CAPACIDADE DE MANOBRA E RÁPIDA DESCOLAGEM

Para muitas aves , a possibilidade de perseguirem a presa ou de escaparem aos predadores em curtas distâncias é mais importante do que serem capazes de estar no ar durante muito tempo. Uma asa larga e redonda é a melhor para este tipo de voo, porque proporciona uma boa aceleração e pode ser ajustada com rigor parar a direcção escolhida. Este tipo de asa é particularmente comum em aves de zonas arborizadas, como os pica-paus e os tetrazes, e aves que vivem no solo, como os tentilhões.


 
O voo do tentilhão
Os tentilhões fecham as asas periodicamente para poupar energias.



RAPIDEZ NAS CURVAS
A forma abruptamente arredondada é típica dos tentilhões. Excepto quando migram, estes raramente voam para longe e volteiam constantemente ao sabor do vento. Ao menor sinal perigo,bandos de tentilhões levanta voo repentinamente.



De poleiro em poleiro
O roleiro, que é do tamanho de um gaio, caça pequenos animais deixando-se cair sobre eles. Localiza a presa do cimo dos seus poleiros em paredes ou árvores e desliza por entre eles com um voo tranquilo, quase displicente.

VOO SILENCIOSO
A asa do mocho-dos-celeiros é tão macia ao toque que parece feita de pele. As suas penas franjas amortecem o batimento das asas de modo a que as presas não o ouçam aproximar-se.


SEGURANÇA NO VOO
Em regiões arborizadas um pica-pau-verde precisa de asas curtas e arredondadas que lhe permitam dar voltas rápidas para evitar obstáculos.
a forma das suas asas também o ajudam a aterrar com segurança ao aproximar-se de uma árvore

Aves - Bicos


Devido ao facto de os seus membros anteriores estarem totalmente adaptados ao voo – com a importante excepção das aves de rapina e papagaios – a maior parte das aves apanha e segura os seus alimentos com o bico .O bico das aves diferenciou-se numa grande variedade de formas especializadas que lhes permitem apanhar diferentes tipos de alimentos, desde animais grandes a minúsculos componentes do plâncton.


Bicos que quebram sementes
O bico das aves exerce a maior força junto à base. Aves como os tentilhões, que vivem de sementes duras, têm bicos curtos e cónicos, conseguindo assim quebrar a casca das sementes de que se alimentam. A seguir removem habilmente o que se encontra no seu interior.


Uma ave aquática em terra
O bico excepcionalmente longo da galinha e típico das aves aquáticas- grupo de aves que inclui os borregos e o maçarico- das- rochas. Mas em vez utilizar o bico para se alimentar de animais costeiros como fazem muitas aves aquáticas, a galinhola utiliza- o também eficazmente em terra “ seca”. O seu principal alimento é constituído por minhocas e larvas de insectos e o bico comprido permite- lhe extraí-las do fundo do lodo.


A PINÇA DO MAÇARICO
O maçarico mergulha o comprido bico na vasa para dela extrair vermes e moluscos que estão fora do alcance de outras aves.


UMA PENEIRA SUBAQUÁTICA


UM BICO DE CARNÍVORO
O bico do francelho termina num gancho, o que é uma característica das aves de rapina. O gancho serve para estas aves dilacerarem animais demasiado grandes para serem engolidos inteiros.


Um Bico De Frugívero
Os papagaios selvagens vivem de frutos e sementes e possuem um bico «misto» que lhes permite tirar o maior partido dos alimentos. O papagaio utiliza o gancho da extremidade do bico para retirar a polpa do fruto e com as maxilas da base do bico parte a casca das sementes para comer o seu interior. Os papagaios também são únicos no mundo das aves pela forma como usam os pés, segurando e virando com eles os alimentos enquanto quebram !

UM BICO PARA  CHAPINHAR '
Muitos patos alimentam-se apanhando alimentos e superfície ou abrindo e fechando o bico enquanto percorrem com ele e superfície das aguas. A água entra por entre as duas metades achatadas do bico e tudo o que nela estiver em suspensão é ' espremido' e engolido.
Este processo é semelhante ao da filtração do flamingo, embora um bico de pato esteja muito menos especializado e possa ser utilizado para outros tipos de alimentação.

Bico em pinça
O melro-preto tem um formato de bico que é partilhado por milhares de espécies de aves de tamanho médio. É afilado para que o animal possa apanhar pequenos objectos, como sementes, mas o seu comprimento permite à ave apanhar presas maiores, como minhocas. O bico amarelo-alaranjado do melro-preto macho é também utilizado como sinal destinado às fêmeas.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mamíferos - Os sentidos dos mamíferos



Crânio cheio de sentidos!
Este corte transversal do crânio de um babuíno mostra como os principais sentidos de um mamífero se concentram no cérebro. As cavidades dos ossos protegem o cérebro, os olhos, os órgãos do olfato e a língua. O crânio dos mamíferos é proporcional com o resto do corpo, uma vez que tem de controlar a enorme quantidade de informação enviada por este.


 
Apurando o ouvido
Muitos mamíferos, incluindo os cães, têm um bom sentido da audição e podem mover as orelhas na direcção do som. Isto fornece maior precisão na localização de um ruído.



CAÇANDO PELO TACTO
O ornitorrinco cava nos rios e correntes de água à procura de comida e encontra as suas presas: minhocas aquáticas insectos e caranguejos quase exclusivamente pelo tacto uma vez que o seu bico é extremamente sensível.


O mundo em cheiros
Um porco com olfacto bastante apurado fareja trufas que serão arrancadas pelos seus donos e vendidas como uma dispendiosa especialidade .



Língua gastronómica
Este leão prova a comida em parte pelo paladar pelo cheiro,em parte pelo paladar. Mas as línguas,para além de saborear, desempenham outras. Este mamífero está a lembrar-se para se limpar.



 
Enfrentando o combate
O gálago parece ser todo olhos e ouvidos, Este tímido noctívago (activo durante a noite), membro da ordem dos Primatas , possui uns olhos enormes que permitem ver na noite mais escura da floresta, localizar presas e saltar de ramo em ramo para evitar os predadores. Os galagos são especialistas com as suas enormes orelhas moveis.
Depois, equilibram-se nas patas , traseiras , distendem o corpo e braços para arrebatar o insecto quando este se aproxima. É provável que a origem do nome deste mamífero (em inglês, busbaby)provenha de um dos seus gritos, que se parece extraordinariamente com o grito de um recém-nascido, ou das feições, que parecem também com as de um bebé.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Aves - A asa

POUCOS ANIMAIS - insectos,morcegos e aves - conseguem ter um voo poderoso e destes três grupos as aves são de longe os maiores, mais rápidos e mais poderosos voadores. O segredo do seu êxito reside na forma das asas. A asa de uma ave é leve, forte e flexível. É também ligeiramente encurvada da frente para trás, num perfil aerodinâmico que literalmente impulsiona a ave para cima à medida que ela bate as asas. Se bem que o tamanho e forma das asas variem com o estilo de vida de cada ave, todas partilham o mesmo padrão.



PARA ALÉM DO LIMITE
As asas de uma ave podem com o seu peso e ainda com o de peças de alimento e materiais destinados ao ninho. Cargas mais pesadas , tais como passageiros humanos, estão fora de questão.



 ALULA
Este grupo de penas é mantido aberto em voo lento para evitar a perda de velocidade.





 VOOS FANTÁSTICOS
A lenda diz que Ícaro voou de Creta para a Grécia e que chegou tão perto do sol que a cera das suas asas se derreteu.

Mas as aves que voam a grandes altitudes são confrontadas com problemas bastante diferentes e muito concretos-ar rarefeito,escassez de oxigénio e frio intenso.


Voos Fracassados
Os heróicos homens-pássaros do passado não compreenderam que o voo por batimento de assa estaria sempre aquém das capacidades dos músculos humanos. O verdadeiro voo para o homem só foi possível depois da invenção da hélice.


Imitação mecânica
Um anatomista brilhante, Leonardo da Vinci, aproveitou o conhecimento que tinha das asas das aves para desenhar máquinas que pudessem imitar o seu voo. Substituiu os ossos por madeira,os tendões por cordas e as penas por tecido de vela. Tanto quanto se sabe nenhum deste engenhos chegou a sair da sua mesa de trabalho – eram demasiado pesados para poder voar.
 

Rémiges Primarias
As dez primárias fornecem a força para o voo quando a ave movimenta as asas par baixo. As primárias mais exteriores podem orientar o voo, tal como os lemes das asas dos aviões
 

OSSOS DAS ASAS
Os ossos das asas, aqui comparados com do braço humano, formam um sistema leve de alavancas onde funcionam os músculos das asas.


ASAS E BRAÇOS
Asas e braços tiveram origem no mesmo tipo de membro. Contudo, a asa tem apenas três dígitos e alguns dos ossos do pulso ( carpo) estão fundidos. Aqui os ossos que se equivalem estão coloridos da mesma maneira.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A diversificação dos Mamíferos


A evolução e diversificação dos mamíferos durante os períodos Miocénio e Pliocénico conferiu-lhes um aspecto mais «moderno». Na Ásia, América do Norte e Europa, mais de três quartos das espécies de mamíferos do Pliocénico pertenciam a grupos actualmente existentes. na Austrália e América do Sul, massas de terra isoladas durante milhões de anos pela deriva continental, existiam numerosos mamíferos marsupiais. Há dois milhões de anos, a América do Sul uniu-se à América do Norte e muitos mamíferos placentários dirigiram-se para sul. A Austrália está ainda fisicamente isolada e tem uma maior variedade de marsupiais do que a América do Sul.

OSSO DE BALEIA
Na água, tal como em terra,as novas espécies de mamíferos  evoluíam enquanto outras se extinguiam. Eis o maxilar superior de uma baleia extinta durante o período eocénico. Tinha dentes serrilhados para agarrar com força presas escorregadias.

Um andar de gorila?
Este osso da «unha do pé» pertence ao Chalicotherium, um estranho mamífero extinto no Miocénico. Os seus membros dianteiros eram muitos compridos doq ue os traseiros e deve ter sido um andar como o do gorila. Espécie da figura: Chalicotherium rusingense (Quénia)

Crânio Ungulado
Muitos novos tipos de ungulados (mamíferos com cascos) apareceram durante o  Miocénico, especialmente os que têm chifres. O Plesiaddax foi um tipo de antílope parecido com o actual boi-almiscarado. Espécie apresentada: Plesiaddax deperetti (China)


RINOCERONTE DA IDADE DO GELo
Este molar de rinoceronte peludo do Plistocénico mostra como as dobras de esmalte e a dentina eram achatadas devido à mastigação. Espécie da figura:  Coelodenta antiquitatis (Devon, Reino Unido)

GIRAFA ANTIGA
O Sivatherium foi um parente da girafa, apesar de ter as pernas e o pescoço mais curtos, bem como chifres mais  compridos do que a girafa actual. Espécie da figura Sivatherium marusium (Tanzânia).

Reconstituição do Sivatherium, exibindo a armação e duas protuberâncias ósseas situadas na testa



Habitante das cavernas recente extinto
O urso das cavernas ramaoir do que qualquer urso actual e foi contemporâneo dos primeiros seres humanos, como representa a figura a baixo.
Alguns dos seus despojos foram encontrados em cavernas, especialmente nos Pirenéus  nos Alpes.
Especie apresentada :
Ursos spelaeus (Alemanha)
 

A defesa da caverna
Este cenário imaginário do Plistocénico mostra , no entanto , alguns dos mamíferos com os quais os nossos antepassados partilhavam o território.

Aves - Os sentidos

As AVES VIVEM NUM MUNDO dominado pela imagem e pelo som. O seu sentido de visão é tão importante que para a maior parte das aves três dos outros quatro sentidos- o tacto, olfacto e gosto- são largamente irrelevantes. Um francelho a pairar vê com mais pormenor da altura a que está do um ser humano veria  à mesma altitude; mas depois de ter apanhado a presa é pouco provável que a «soboreie»- enquanto os seres humanos têm milhares de papilas gustativas na língua, a maioria das aves tem menos de cem. No entanto, as aves têm bom ouvido e podem distinguir notas demasiadamente rápidas para que o ouvido humano as consiga separar. O guacharo, espécie da América do Sul, pode servir-se do som para navegar, como fazem os morcegos. Mas apesar dos crânios preenchidos por órgãos da visão e de audição tão sensíveis, não se desenvolveram nas aves grandes cérebros.


INTELIGÊNCIA E INSTINTO .
O cérebro das aves é pequeno quando comparado com o dos mamíferos e a maior parte das aves é pobre na aprendizagem de novas aptidões. Contudo , a ave nasce com um enorme número de programas  no seu cérebro . Estes programas controlam não só simples actividades tais como cuidado a ter com as penas e alimentação mas também actividades instintivas como a migração .


O grande hemisfério cerebral humano permite uma rápida aprendizagem.

A maior parte do cérebro de uma ave está destinada à informação visual.



RETROVISÃO
As aves não podem girar os globos oculares tanto quanto os outros  animais.
O movimento do olho de um mocho ,por exemplo,está abaixo dois graus quanto comparado com os 100 graus no ser homano. As aves ultrapassam esta limitação com o seu pescoço flexivel que se pode virar para trás. 

Caça no Escuro
Alguns mochos são capazes de caçar na mais completa escuridão, recorrendo ao ouvido para  localizar os sons produzidos por um animal fugitivo.



Bicos sensíveis
Tal como outros animais, as aves sentem através de receptores ligados aos nervos. Estes receptores estão espalhados por todo o corpo, mas em aves de bico longo também se encontram na extremidade deste. Quando uma ave aquática sonda o lodo com o bico, pode realmente sentir o que está debaixo dele.

A PERCEPÇÃO DO ALIMENTO
 Os noitibós possuem boca larga marginada de sedas rijas. Estas são penas sem barba, extremamente finas, e destinam-se provavelmente a canalizar insectos voadores para a boca da ave. Embora as aves não possuam pêlos sensitivos, como bigodes, é possível que o noitibó utilize as suas sedas para «sentir» os alimentos.
 


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Aves - Observação das aves

Só na Europa, incluindo as migradoras anuais, existem provavelmente cerca de 600 espécies de aves. Um observador de aves experimentado pode reconhecer qualquer delas apenas pela sua silhueta à distância ou por uns segundos de canto. Esta capacidade pode parecer desconcertante, mas ela é apenas o resultado de cuidadosa observação  da forma e cor das aves e também do seu comportamento.

Um livro de apontamentos
Os guias são essenciais para a identificação das aves, mas a manutenção de um livro de notas é a melhor maneira de treinar a vista para observar as principais características destes animais.
Esboços da plumagem, dos padrões de voo e notas acerca do respectivo comportamento serão da maior utilidade para aprofundar os conhecimentos do observador.
 
Como guardar penas
Sacos de papel ou de plástico evitam que as penas se estraguem.

EQUIPAMENTO PARA ESTUDAR BOLAS DE REGURGITAÇÃO.
Muitos dos restos animais contidos em bolas de regurgitação são frágeis e deterioram-se  com facilidade quando se desfaz uma dessas bolas . Com com o auxílio de uma lupa e de uma pinça, ossos pequenos e dentes podem ser separados da pele e das pernas sem se quebrarem.

TRIPÉ
As máquinas que são dotadas de lentes de alta potência precisam de um suporte estável para impedir que a imagem fique tremida. Para isso é essencial um tripé leve, que também pode servir para montar um binóculo.

ESCONDERIJOS
A aves são rápidas a detectar movimentos mas ignoramos objectos estáticos por muito estranhos que estes nos pareçam ser. Mesmo em campo aberto as aves aceitam esconderijos como um acontecimento natural e aproximam-se deles sem receio.

MÁQUINA PARA FOTOGRAFAR AVES
Uma máquina reflex de 35 mm é ideal para fotografar aves, porque a imagem pode ser vista exactamente através do visor.
Fotografar espécies selvagens, especialmente em voo, é difícil. Devemos praticar com aves de jardim aproximando-nos delas, focando rapidamente e estabilizando a máquina antes de partirmos para trabalho de campo.


ESCOLHA DAS LENTES
Com lentes standard de 50 mm as aves parecem pequenas e indistintas. Uma teleobjective fornece uma imagem muito mais ampliada.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Aves - As aves do reino animal .


Como Grupo Integrante do reino animal as aves evoluíram numa grande variedade de tamanhos. O mais pequeno pássaro vivo, o beija-flor, pesa apenas 1,6 g e é menor do que muitas borboletas da floresta tropical que habita. A ave de menores dimensões , o avestruz da África do Norte, pode pesar 125 kg, o que significa que é cerca de 80.000 vezes mais pesado do que o seu pequeno parente distante. Entre estes dois extremos encontra-se a maioria das aves terrestres – uma imensa diversidade de espécies que conseguiu colonizar habitats tão diferentes como os gelos polares e as florestas tropicais.

Respiração
Um quinto do volume do corpo de uma ave é sustentado no ar por sacos aéreos que estão ligados aos pulmões. Este sacos aéreos podem   prolongar-se para o interior dos ossos (ossos pneumáticos).

Morfologia Externa
Todo o corpo de uma ave, excepto o bico e os pés, está coberto de penas. Certas aves, como alguns abutres americanos, têm cabeça e pescoço nus.


FEITAS PARA VOAR
 O voo exige muito do corpo de um ave. uma vez no ar, uma ave como a graça pode poupar energias recorrendo ao voo planado mas para levantar voo tem de recorrer a toda a força que pode reproduzir. As aves são ajudadas neste ponto pelo seu metabólico muito elevado-a velocidade com que elas se conseguem transformar os alimentos em energia. Também são possuidoras da mais temperatura dentre todos os animais de sangue quente-cerca de 43,5º C,enquanto a dos seres humanos anda a 37º C . Além disso nas aves pequenas como o tordo o sangue é bombeado por um coração que bate de 600 vezes por minuto. Além de terem um esqueleto leve, as aves também perderam ossos que lhes não eram necessários. Os pulmões são muito eficientes na extracção  do oxigénio do ar, mesmo a grandes altitudes.A plumagem, que é extremamente isoladora, impede-as de perder damasiado calor.

Pescoço extralongo
A única parte do esqueleto que, na ave, tem mais ossos do que a maior parte dos Vertebrados é o pescoço. Uma ave como a garça precisa de um pescoço muito flexível para procurar alimentos e também para chegar a todas as partes do seu próprio corpo para «pentear» e engordurar as penas. O pescoço de uma garça tem 16 a 17 vértebras e o de um cisne chega a ter 25, enquanto todos mamíferos, até mesmo as girafas, têm apenas 7.

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Animais que voam.
muitos insectos podem voar,mas entre os vertebrados os únicos animais capazes de um voo verdadeiramente poderoso são as aves e os morcegos. alguns outros animais são capazes de planar com o auxilio de «asas» fracas.  

PEIXES VOADORES
Estes peixes saltam nitidamente para fora da água e planam com as asas abertas para escapar aos predadores.



Aves - Para atrair as aves

NO INVERNO, UMA AVE DE POLEIRO, como o tordo, pode perder até um décimo do seu peso, só para se manter viva durante as longas horas de escuridão. Em cada fria alvorada a ave faminta rapidamente alimento ou então morre. Por isso não existe melhor maneira as aves a um jardim do que fornecer-lhes diariamente alimento ao longo do Inverno.
Sementes, frutos secos, gordura, restos de cozinha e água ajudarão não só as aves mas permitir-nos-ão  ainda observá-las mais de perto. Depois de as termos alimentado durante o Inverno é possível «convencer» muitas a ficar durante o Verão, fornecendo-lhes material para construir o ninho. Como os habitats selvagens estão a desaparecer, as caixas-ninhos colocadas cuidadosamente longe do alcance dos gatos proporcionam bons abrigos para uma grande variedade de aves.



CAIXA-NINHO COM COM COBERTURA DE DUAS ÁGUAS
Os telhados protegem as crias da chuva, mas também reduzem a circulação do ar. As caixas-ninhos não devem ser colocadas em locais que estejam ao sol durante a maior parte do dia!

CAIXA-NINHO COM BURACO Á FRENTE
Este tipo de caixa atrai as aves das zonas arborizadas como chapins e trepadeiras. Um buraco não superior a 29 mm manterá os pardais à distância, evitando que eles se instalem na caixa.


CAIXAS-NINHOS  EM TRONCOS
Um tronco escavado e uma casa excelente parra pássaros da família dos chapins .
Esta caixa não possui poleiro, mas a casca à volta da entrada e suficientemente áspera para  que o passáro  se agarre com firmeza ao levantar voo e ao  aterrar.
 

Caixa-ninho aberta á frente
Tordos , papa moscas, carriças e alvéolas preferem as caixas-ninhos que lhes proporcionem uma boa visibilidade durante a incubação.Estas aves geralmente nidificante em vegetação densa, pelo que a caixa terá de ficar bem escondida


Refeição de larvas
As aves que se alimentam de insetos acham estas larvas de baratas verdadeiramente iresistíveis.As larvas podem ser criadas em recipientes com farelo.

Sementes Soltas
As misturas de sementes soltas consistem num excelente alimento, se bem que aves como os chapins possam fugir com as sementes maiores indo comê-las num sítio isolado.

Dstribuidor de amendoins
Os amendoins ao natural são muito do agrado de chapins, bicos-grossudos e verdilhões.Um distribuidor suspenso ajuda a manter afastadas as aves mais corpulentas. 


SEMENTES SOLTAS
As misturas de semantes soltas constituem um excelente alimento, se bem que aves como os chapins possam fugir com as sementes maiores indo comê-las num sítio isolado.


PÃO
 Embora não seja um alimento ideal para as aves, o pão é útil como substituto.O pão é mais aconselhável do que o pão branco.  


Bolos e pudins de sementes
De todo tipo de alimentos que se podem dar ás aves de jardim, óleo mas elas podem ser comprimidas, com mais óleo ou gordura, num bolo que constitui um verdadeiro banquete para estes animais.
Esta forma de alimentação tem ainda outra vantagem: dados que os alimentos estão contidos numa massa sólida, as aves não podem fugir com eles, o que nos proporciona a oportunidade de as observamos enquanto comem.   



terça-feira, 28 de junho de 2011

Mamíferos - O mundo dos Mamíferos

O SER HUMANO É APENAS uma das cerca de 100 milhões de espécies de animais existentes no mundo.Com alguns destes animais podemos deste animais podemos sentir-nos pouco à vontade, mesmo quando não há razão para tal: uma cobra inofensiva, talvez, ou um caracol viscoso. Porém, outros parecem despertar o nosso interesse. Gálagos, focas-bebés, golfinhos e coalas atraem-nos pelo seu pêlo sedoso, os seus corpos quentes e pela maneira como a fêmea toma conta das crias.

São aspectos que reconhecemos em nós próprios e através dos quais nos identificamos com os membros do grupo dos mamíferos. Aliás, por muito que nos coloquemos acima dos nossos parentes, a espécie humana é apenas uma das cerca de 4000 espécies de mamíferos do nosso planeta. O que é então um mamífero? Em primeiro lugar, os mamíferos têm pêlos ou cabelo. Muito têm-nos por todo o corpo; nós também, apesar de serem mais visíveis nas nossas cabeças. Em segundo lugar, os mamíferos têm «sangue quente». Um termo mais correcto seria «homeotérmicos», que significa que a temperatura interna do corpo é mantida constante, geralmente acima da do meio ambiente, em vez de se ajustar à temperatura do meio circundante. Desta maneira, os mamíferos podem manter-se activos mesmo em condições de frio. Em terceiro lugar, os mamíferos alimentam-se de leite quando são pequenos. O leite é produzido por estruturas próprias, localizadas na pele, chamadas «glândulas mamárias», daí o nome biológico do nosso grupo: Mammalia. Este livro debruça-se sobre o mundo dos mamíferos: o seu aspecto, a estrutura do seu corpo, evolução, respiração, hábitos e comportamentos e, ao fazê-lo, esperamos lançar alguma luz sobre o nosso lugar no seu mundo.






Em busca dos nossos semelhantes
Para olhos pouco experientes, este bebé humano de 15 meses e o chimpanzé de 2 anos que se encontra em frente parecem bastantes diferentes. No entanto, os chimpanzés são provavelmente os nossos parentes vivos mais chegados.
Partilham 99 por cento dos nossos genes. A estrutura do seu corpo tem estreitas semelhanças com a nossa e o seu comportamento inclui também inúmeros traços humanos. Um chimpanzé pode resolver problemas, comunicar por sinais, fabricar e utilizar utensílios.
À medida que o nosso conhecimento se aprofunda, parece que, em muitos pontos, os seres humanos não são tão diferentes dos outros mamíferos como pensávamos.



MAMÍFEROS E OUTROS ANIMAIS
Existem cerca de 4000 espécies de mamíferos.
Devido ao grande numero de espécies domésticas e à popularidade dos mamíferos nos jardim zoológicos, estamos mais familiarizados com eles do que com outros grupo de animais.
Existem, porém, 9000 espécies de aves, 20000 espécies de peixes e 10000 espécies de aranhas e escorpiões. Todos elas parecem insignificantes em relação ao maior grupo de animais: os insectos com pelo menos 1 milhão de espécies conhecidas e possivelmente 10 vezes mais esse número no total. 


terça-feira, 7 de junho de 2011

Mamíferos - A evolução dos mamíferos

TANTO QUANTO SABEMOS,os mamíferos apareceram na Terra há cerca de 200 milhões de anos.«Sabemo-lo» porque encontrámos os seus fósseis: ossos, dentes e outras partes do corpo que se transformaram em pedra e foram preservados nas rochas.Como algumas das características que conhecemos nos mamíferos vivos (sangue quente, pêlo e leite) não fossilizam,temos de procurar indícios baseados nos próprios ossos.  Assim,duas outras fossilizados,consistem num tipo particular de mandíbula (um osso em cada maxilar inferior e não vários como se verifica nos répteis) assim com os ossos pequeninos na cavidade do ouvido médio.Os mamíferos não vieram exactamente interromper o curso da evolução.Durante os seus primeiros 100 milhões de anos de vida, aproximadamente,a Terra foi principalmente dominada por enormes dinossauros, pterossauros que povoaram os céus e ictiossauro que nadavam no mar. Os primeiros mamíferos verdadeiros eram provavelmente pequenos, semelhantes a musaranhos, viviam de noite e alimentavam-se de insectos e ovos furtados aos dinossauros. Logo que estes últimos começaram a extinguir-se até desaparecerem de vez há cerca de 65 milhões de anos, os mamíferos ocuparam seu lugar.

Mamífero ancestral?
Os cinodontes eram répteis semelhantes a mamíferos do Período Triásico. Os seus dentes tinham formas diferentes,como se verifica noutros grupos de repteis, para efectuar tarefas especificas. Esta é uma das características dos mamíferos, apesar de algumas espécies modernas (como a dos golfinhos) terem voltado a desenvolver dentes todos iguais, devido à forma como se alimentam. Espécie apresentada:Thrinaxon liorbinus (África do Sul).

Um Dos Primeiros
Este maxilar de triconodonte apareceu incrustado em rochas do Jurássico , no que agora é a Inglaterra.
Foram estes os primeiros mamíferos, predadores cujo tamanho variava entra o do gato e o da ratazana. Espécie apresentada Phscolotherium bucklandi (oxfordshire, Reino Unido).



DENTADURA RIJA
Esta dentadura com 30 milhões de anos, pertenceu a um phiomia, um mastodonte da ordem proboscidea. O animal vivo tinha cerca de 1,2m de comprimento e parecia ter nascido de um cruzamento entre um porco e um rinoceronte. O termo mastodonte, que significa «dentes-de-peito», refere-se ao feitio dos dentes molares cuja superfície de mastigação se desenvolveu gradualmente. Espécie apresentada: pbiomia serridens (Egipto).

DENTES SULCADOS
Os dentes sulcados deste marsupial permitem diferenciá-lo dos gatos com dentes de sabre. O Tbylacosmilus foi um marsupial carnívoro que viveu no Pliocénico. Espécie apresentada: Tbylacosmilus sp. (América do Sul)


MOLAR DE MAMUTE
Este enorme molar fossilizado mostra o desenvolvimento da superfície de moagem nos dentes Proboscidea (comparar com os outros dentes de phiomia).
Espécie apresentada: Mammuttus primigenius (Essex)
 

Molares de marsupial
Observando os dentes do maxilar podemos deduzir que o Protemnodon  era um marsupial herbívoro. Viveu durante o Período Plistocénico.
Espécie o apresenta: Protemnodon antaeus (Austrália) 



Fóssil de marsupial carnívoro
Na pré-historia: os mamíferos marsupiais estavam mais dispersos que agora.
A forma como evoluíram permite compará-los facilmente com muitos mamíferos modernos.
Este Borbyaena era um grande  caçador  e deve ter competido por alimento com as enormes aves não voadoras do Miocénico.
Espécie apresenta: Borbyaena Tuberata (argentina). 

Mamíferos - Crecimento

1 Dia do nascimento
Os gatinhos já têm pêlo quando nascem. Mas a vida no meio aquático faz com que a
cria venha molhada . A «água» é o líquido amniótico. A mãe lambe completamente os filhos de modo que o pêlo fique seco e brilhante em pouco tempo .
O gatinho é relativamente indefeso: não consegue ver nem ouvir (tem os ouvidos e os
olhos fechados) nem erguer a cabeça . Mas consegue sentir , cheirar e arrastar-se de
maneira a encontrar o mamilo da mãe para se alimentar.

Aves - Pés e pegadas

Os pés das aves são extremamente variáveis em forma e tamanho, o que é um reflexo dos respectivos habitados de vida. Embora os seus antepassados répteis tivessem cinco dedos, a maior parte das aves tem apenas que raramente vêm a terra,como os pufinos e os andorinhões,possuem pernas tão frágeis que para elas a marcha, além de difícil, pode mesmo ser impossível.
 


Garras para  trepar
Os  pés dos pica-paus  têm dois dedos para a frente e dois para trás. Esta disposição, que é invulgar mas não única, no mundo das aves, ajuda-os a segura-se enquanto picam a madeira.


Aves de rapina
Os pés das aves de rapina estão equipados com garras e tão bem adaptados a segurar as presas que as aves têm dificuldade em andar. Muitas delas têm tarsos revestidos  de penas que terminam abaixo da articulação do tornozelo.



Pés Para Poleiro
As aves que se empoleiram- um grupo que inclui mais de metade  de todas as espécies  existentes - têm todas  um dedoposterior.Este dedo permite à ave agarrar-se solidamente aos troncos onde se empoleira.



Pés Para Todos Os Fins
Tal como os tordos e as alvéolas, os corvos são aves de poleiro,  embora estejam entre  os membros mais corpulentos deste grupo.Os pés dos corvos são como os das aves de poleiro mais pequenas, mas em versão aumentada, e possuem um grande dedo posterior.


UTILIZAÇÃO DIFERENTE
AS aves de de rapina abrem muito os dedos para agarrar a presa,enquanto aves como o corvo aperta os dedos uns contra os outros. 



VOANDO COM CARGA
A lendária força das garras da águia permite-lhe transportar pesos grandes debaixo do corpo e longe das asas.

Pegadas de aves

As aves deslocam-se no solo de duas maneiras: saltando, o que é normalmente reservado ás aves mais pequenas que têm facilidade em elevar o peso do corpo com uma somles flexao das pernas, ou, se são mais corpulentas, caminhando.


Transporte nas garras

Pensa-se que algumas aves de rapina, como o falcão, transportam os filhos com o auxílio das garras.


PERNALTAS:
O peso das aves pernaltas como os maçaricos e os borrelhos distribui-se por dedos alongados para evitar que os animais se afundem no lodo mole.
Muitas espécies têm pernas excepcionalmente compridas ,para caminhar em águas fundas.


Pés  com palmuras
Os patos, gansos e cisnes, gaivotas e muitas aves aquáticas possuem membranas interdigitais para uma natação eficaz.
Os petréis ou calcamares quase conseguem «andar» sobre a água agitando as patas, como se corressem, e batendo as asas ao mesmo tempo.
Outras aves aquáticas utilizam os pés como travões.


 

Aves - Do dinossauro à ave

Há duzentos milhões de anos, no tempo de anos, no tempo em que os insectos eram os únicas animais voadores, um pequeno ser, semelhante a um lagarto , desistiu de correr por entre as árvore e, em vez disso, passou a planar. Para tal socorreu-se de pequenas extensões da pele que actuavam como pára-quedas e a partir deste humilde começo desenvolveram- se gradualmente repteis gigantes e alados que foram designados «pterossauros». Mas as asas membranosas tinham os seus inconvenientes: eram difíceis de dobrar quando o animal pousava no solo e se, por acidente, se rasgavam, as possibilidades de ele voltar a voar eram escassas. A resposta da evolução a este problema foi algo de novo que começava a aparecer no animal - as penas. Em 1861 foi descoberto um dos animais fósseis começava a aparecer mais famosos-o Archaeopterix. Embora este animal tenha vivido há mais de 150 milhões de anos quando os pterossauros estavam ainda no seu apogeu, os fósseis de Archaeopterix provaram que este animal do tamanho de um corvo, estava bem fornecido de penas. Infelizmente, nada se sabe acerca dos descendentes próximos do Archaeopterix. O que é certo é que ospterossauros desapareceram misteriosamente com o que restava dos dinossauros, seguindo-se um significativo aumento de especies de aves. Hoje mais de 8500 espécies povoam o espaço.


O elo perdido
Os cinco fósseis de Arcbaeopteryx encontrados na Alemanha, em 1861, vieram todos de uma área que em tempos estivera coberta pelo mar. Quando os animais morreram, os seus corpos foram rapidamente cobertos por lado tão fino que ficaram preservados não só os contornos dos ossos mas ainda os das penas. Durante milhões de anos este logo comprido transformou-se gradualmente em calcário e, quando começou a ser extraída, a pedra revelou os seus preciosos fóssil. Neste fóssil as pernas e penas de ave são claramente visíveis, bem como os dentes e cauda de réptil. Pensa-se que o Archaeopteryx evoluiu a partir de pequenos dinossauros que corriam nas patas de trás em vez de andarem andarem a quatro patas.

Equilíbrio
Comparadas com outros animais, as aves são seres bastante leves. As partes pesadas, particularmente os músculos das asas e das pernas, estão estreitamente acomodadas em torno da caixa torácica e da coluna. Este facto permite que a ave esteja tão equilibrada durante o voo como no solo.


Experiência Evolucionista
Embora os fósseis revelem que os pterossauros estavam muito bem adaptados ao meio no seu tempo, todos morreram há 65 milhões de anos. Não estavam directamente relacionados com os antepassados das aves modernas.  


TÃO MORTO COMO O DODÓ
O Dodó, aqui representado no famoso encontro com Alice,a Heroína Lewis Carrol em Alice no outro lado do espelho,foi uma das muita  aves  cujo desaparecimento se ficou a dever ao homem. Dodó era uma ave não voadora,de Madagáscar e ilhas vizinhas do oceano indico e foi levada a extinção no fim do século XVII. As aves  voadoras também sofreram pela acção do homem. O último pombo-migrador morreu em 1994 quando 100 anos antes a espécie contava com bandos de mais de um milhão de indivíduos.


O ESQUELETO DE UMA AVE
A evolução no sentido de um ovo poderoso deu  às aves esqueletos muito diferentes dos dos outros animais. O aspecto mais evidente numa ave voadora como o corvo é a grande quilha, projecção do esterno onde se inserem os músculos das assas. As aves não têm verdadeiras  caudas; as penas da cauda prendem-se no extremo da coluna  vertebral- o pigóstilo. Os membros anteriores estão totalmente adaptados ao voo, enquanto as mandíbulas sem dentes se transformaram num leve mas forte bico que  a ave pode usar para se alimentar e executar tarefas delicadas, como por exemplo “ pentear” as penas.    


CORPO AERODINÂMICO
Embora diferentes em tamanho, aves voadoras como o corvo têm uma silhueta muito semelhante. Isto porque todas necessitam de ter uma forma aerodinâmica e não podem permitir- se estruturas que resultem em peso extra. 

Aves - Camuflagem

Na Natureza as canas flutuantes, os seixos da praia ou as manchas de neve sem sempre são o que parecem.Qualquer destas coisas pode, de repente, revelar a sua verdadeira identidade numa súbita manifestação de vida: uma ave que, momentos antes, estava perfeitamente camuflada no seu meio ambiente.Perante o perigo,muitas vezes optam por levantar voo. Mas algumas, particularmente as que se alimentam no solo,preferem arriscar tentando passar despercebidas. As aves que permanecem mais tempo junto ao solo são as que têm plumagem variegada que se confunde com a folhagem no terreno.Nestas, a cor e o padrão das pena harmonizam-se com um determinado tipo de fundo tal como,por exemplo,a solo das zonas arborizadas.




Escondido entre os seixos.
Uma praia desabrigada pode parecer um local difícil para uma ave se esconder. Mas quando deixa de se movimentar, o borrelho parece desaparecer no meio dos seixos da praia.


A primeira linha de defesa.
A galinhola é uma ave principalmente noctívaga que vive em regiões arborizadas. Entre o crepúsculo e a aurora ela sonda o terreno em busca de vermes e de outros pequenos animais, mas durante o dia aninha-se no terreno. Se a sua camuflagem não consegue escondê-la ela decide levantar voo lançando-se por entre as árvores num percurso ziguezagueante.




Mudanças sazonais
Em colinas altas e terrenos pantanosos do Norte, a neve modifica totalmente o aspecto paisagem durante o Inverno. As aves que vão para o sul nesta estação têm necessidade de se esconder dos seus inimigos e algumas, como as perdizes-brancas, conseguem-no mudando de cor. Dado que estas aves mudam de penas todos os anos, elas podem alterar a cor deixando cair um conjunto de penas e substituindo-o por outro de cor diferente, o que lhes permite obter camuflagem adequada. Em locais onde a neve nunca funde, as aves, tais como o mocho-das-neves, têm plumas brancas durante todo o ano.


Plumagem Sazonal
No Verão as penas das perdizes-brancas são castanhas, o que lhes permite confundir-se com as pedras,mas no Inverno a sua plumagem torna-se branca, ocultando-as assim facilmente no meio da neve.





Camuflagem Diurna
O noitibó é um comedor de insectos que só se alimenta ao anoitecer.Durante o dia permanece totalmente invisível assemelhando-se a um tronco de árvore.Há casos de noitibós terem sido pisados por caminhantes que não repararam neles mesmo debaixo dos seus pés!

Aves - O Crescimento

As aves que nidificam solo eclodem num estádio adiantado de desenvolvendo. Contudo, recém-nascidos de muitas que nidificam em árvores e buracos são pouco mais do que máquinas de receber alimentos. Possuem um aparelho digestivo bem desenvolvido mas tudo resto, incluindo os olhos , está por acabar. Isto no entanto não se mantém por muito tempo. Abastecidas por incessante fornecimento de alimentos, aves ninhegas , como as do chapim-azul ,crescem a uma velocidade prodigiosa. As crias de muitas espécies aumentam o seu peso dez vezes mais em outros tantos dias e o seu desenvolvimento é tão rápido que cedo alcançam o das aves que eclodem já emplumadas.





1 - UM DIA DE VIDA
Vinte e quarto horas após a eclosão os filhos ninhegos do champim-azul não têm penas e os olhos mantêm-se fechados. Durante o dia. os pais abandonam o ninho em busca de alimento. Contudo, nunca se ausentam durante muito tempo, porque lhes levam incessantemente comida, com intervalos de minutos.Entres ambos, os pais podem fazer umas 1000 idas e voltas por dia.










2 - TERCEIRO DIA DE VIDA

 Numa cena muito comum para os extenuados pais, as aves em crescimento reclamam comida. A sua reacção instintiva é desencadeada pela chegada dos pais ao ninho ou, por vezes, pelo se chamamento. No terceiro dia aparecem já pequenos tufos de penas e as crias pesam agora quatro vezes mais do que quando saíram do ovo.

 






3 - CINCO DIAS DE VIDA

Por essa altura aparecem áreas de penas cinzentas-escuras no dorso e nas asas das avezinhas. Estas áreas da pele estão destinadas a dar origem as penas. Nas asas as bainhas tubulares que irão originar e proteger as rémiges já começaram a desenvolver-se.






4 - NOVE DIAS DE VIDA

À medida que as bainhas das penas crescem, extremidade destas começam a despontar. As áreas de pele nua entre as zonas de penas começaram a desaparecer, cobertas pelas penas em crescimento. O ninho está já muito cheio,embora, de acordo com os padrões do chapim-azul, cinco crias constituam uma família relativamente pequena.







5 - TREZE DIAS DE VIDA                                                                                                     Com cerca de duas semanas as aves ninhegas estão cobertas de penas e têm os olhos abertos.              
Mais cinco dias e deixarão o ninho; mas os filhos ainda acompanharão os pais durante algum tempo pedindo de comer enquanto aprendem aos poucos a olhar por si próprios. A independência total, geralmente, ocorre quando os pais começam os preparativos para outra postura. Quando os filhos se aparecem de que o seu chamamento não tem resposta começam a tratar de si.




Aves de bom presságio



Fiel companheira e incansável progenitora,a cegonha é por tradição reconhecida como símbolo do nascimento do ser humano.




FUGA DO PERIGO
Embora a maior parte das aves proteja os seus filhos pequenos recorrendo a manobras de diversão ou ataque, quando ameaçadas, algumas podem pegar nas crias e transportá-las para outro lado. Neste transporte conforme as espécies podem ser utilizados o bico, as pernas ou as garras.


VOO DE EMERGÊNCIA
A galinhola consegue manter a cria presa entre as pernas enquanto voa.



Transporte nas garras
Pensa-se que algumas aves de rapina, como o falcão, transportam os filhos com o auxílio das garras.









MOVIMENTO DE PINÇA
O discreto frango-d'água transporta os filhos no seu longo bico.